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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Meu divã.

Essa sou eu acordando as três da madrugada com a ligação da Marina, a saber, minha melhor amiga.  Um pouco zonza de sono eu penso umas cinco vezes antes de atender, afinal isso significa que perderei uma boa noite de sono dando conselhos que nem sempre ela segue, fazendo brigadeiro e procurando algum filme que não tenha nenhum teor romântico. Eu atendo a ligação ainda sonolenta com algum resmungo que nem eu entendo e como é de praxe ela pergunta, com a voz chorosa e com um tom dramático de quem acabou de presenciar um desastre mundial, se pode passar a noite no meu apartamento e promete que vai me deixar dormir. É claro que eu não vou dormir, mas assim mesmo eu digo que ela pode vir.
Em alguns minutos começará mais uma noite de conselhos sobre relacionamentos. Sério, não entendo qual é dos meus amigos que vivem me pedindo esse tipo de ajuda. Meu apartamento virou um consultório e meu sofá um divã. Não é por que escrevo umas frases bonitinhas que eu realmente entenda do que estou falando.  Por que não falamos sobre macarrão? Na falta de aptidão para essa coisa de amor eu tenho me dedicado à culinária e olha, estou me aprimorando. Sei não, meu coração está com tanta poeira por falta de uso que acho que é por isso que tenho acordado ruim da rinite esses últimos tempos. Sabe, sou viciada nesse tipo de relacionamento passageiro que chega sem derrubar um objeto dá minha sala na ânsia de levantar minha saia e mudar minha paisagem. Tem sido tudo tão da porta pra fora do meu coração que não sei mais o que é mesmo a serventia da casa.
Mas veja bem, não me olhe como aquela guria que mora sozinha com um casal de gatos e na probabilidade de ficar pra titia ela obtém uma boa pontuação. Eu não tenho gatos.  E não, eu não sou nenhuma garota amarga, ou estranha. Também não me acho feia, pelo contrário, ando feliz com meu espelho e minha alta estima vai bem, obrigada. Embora muitas vezes curta ficar sozinha em casa lendo e ouvindo boa música sou um pouco da noite, gosto de Pub’s, cerveja e amigos. Já amei, me apaixonei e passei madrugadas esperando o telefone tocar e não fujo de viver tudo isso de novo, não mais.
Sinceramente, só acho que ultimamente as pessoas desaprenderam a namorar, a amar. Não estou esperando encontrar alguém para alterar meu status, sair para jantar, dormir de conchinha e assistir filme numa sexta-feira depois do trabalho. Isso eu não preciso esperar e nem é tão difícil de encontrar. E claro, tudo isso é bom, não estou questionando. Mas de verdade, mais do que alguém que me tire o fôlego seja na cama ou com um simples olhar, eu quero alguém que segure minha mão.  E quando esse alguém chegar e decidir ficar, eu vou saber.
E o interfone toca... Apesar dessa monotonia amorosa e da falta de dopamina liberada no meu cérebro meus conselhos tem parecido funcionar. Então lá vamos nós.
- Oi, amiga. Entra e vai me contando tudo. O brigadeiro tá quase pronto.

A Paz de Jah!
;*

3 comentários:

Thaíla disse...

But that's what makes you beautiful =)

Saudade apertadinha ó Naty =/

Marcelle Silva disse...

Linda! Adorei, como sempre!

Ei, olha a Tha aí em cima! OI Tha! o/ rsrsrs

Beeeeeeijo, Naty!!!

Naty Pitkowski disse...

Meninaaa, meu blog tá tão abandonado ultimamente que vi seu comentário agora =/

Obrigada, florzinha ;**