Eu escrevo como gostaria de ser amada.
Troco o sujeito para disfarçar meus anseios.
Crio como quem pede ao universo
que realize um desejo.
Meu coração intenso quer viver tudo o que escrevo.
Dos contos criados sem compromisso com a realidade
aos meus quase amores espalhados pela escrita.
Amar em queda livre, hoje, define minha vida.
Quantas vezes vi o amor de relance.
Quantas vezes, em prosa ou poesia,
eternizei alguém irrelevante.
Mas hoje sigo sem medo, curada do “e se”,
que já foi algoz do meu aconchego.
Encontro a calmaria no olho do meu furacão,
permito-me viver toda a minha imensidão
e dou vazão às águas do meu sentir.
Porque sobrevivi a tudo o que me trouxe até aqui
e ser amor ainda é minha maneira de existir.
De tudo o que vivi, de amor não morri.
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