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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Perguntas que vagueiam.

E, de repente, uma urgência em escrever.

Como se as palavras que outrora dormiam tivessem despertado ao simples toque dos seus lábios na minha nuca.

Veja bem, meu bem, não estou falando de amor, tampouco de paixão. Falo da urgência do desejo que se apagou no que pensei ser a calmaria de um amor verdadeiro.

Milhões de perguntas invadiram a minha mente junto ao encontro dos nossos corpos quentes.

Eu me convenci de que a solidão a dois era mar sereno? Ou, por falta de afeto no início do meu caminho, não entendi que amor não se vive sozinho?

Poucas palavras se tornaram meu cotidiano. Logo eu, que mergulhava na profundidade do que sentia e de tudo escrevia. Às vezes em prosa e verso, às vezes despejando meu coração totalmente sem nexo.

Onde foi que tudo se perdeu? Como eu, que demorei tanto para me amar, aceitei por tanto tempo no raso nadar?

Ah, a presença… o estar por completo. Em que momento o raso se tornou meu concreto?

E como posso assim me expor, se por tanto tempo meu mundo sem poesia ficou?

Talvez o medo da vulnerabilidade tenha me feito viver nessa passividade de sentimentos.

Sentir demais me sufocava, e agora sentir pouco me adormece a alma.

É possível se encontrar no meio? Sentir sem sufocar-se, permitir-se sem receios.

Quantas perguntas vagueiam na mente de quem se julgava inteiro.


[Tirando a poeira depois de quase 11 anos sem postar/escrever]

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