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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Nômade.


Ela diz que é sempre pontual. Justo pra mim, ela chegou na hora errada.
Não sei se cedo demais, porque ainda não estou pronto. Ou se tarde demais, às vezes acho que não tenho mais jeito.
Jeito. Ela me deixou sem.
Os cabelos cacheados, os olhos verdes, a pele branca e o sorriso que me fez gelar por dentro.
Gelo. Ela quebrou o meu.
“Ah, pequena, meu coração gelado se aqueceu nas tuas coxas de moça.” – Penso quando lembro.
Moraria ali, no quente do seu corpo, respirando o cheiro do seu cabelo e me alimentando do gosto do seu beijo.
Morada. Não faço.
Sou nômade, vagueio noutros corpos macios que encontro pela noite que me engole vazia. Mas se fosse para parar, pararia nela.
Ela e suas coxas de moça bela.





Foto: Natália Pitkowski
Modelo: Aléxia Cartaxo
Texto: Natália Pitkowski




Um comentário:

António Jesus Batalha disse...

Muito bom o seu blog, estive a percorre-lo li alguma coisa, porque espero voltar mais algumas vezes,deu para perceber a sua dedicação em partilhar o seu saber.
Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante.
E se gostar e desejar comente.
Que Deus vos abençõe e guarde.
Abraço.Peregrino E Servo.
http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/