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domingo, 24 de maio de 2026

Muros de aço.

Da solidão que me criou

No vazio, minh’alma ecoou.

De tanto querer pertencer,

Acabei por me perder.


Na ausência dos outros, me perdi.

Me encaixar. Me moldar. Fingi.

Fingi ser forte, sagaz, capaz.

Abracei a mentira em busca de paz.


Sou mesmo forte?

Ou foi tudo pura sorte?

Parece que a solidão ecoa mais alto

Quando a casa tem muros de aço.

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