Das ironias da vida, tu que constróis muros,
fizeste-me um castelo, puseste-me na torre mais alta.
Ensinaste-me que o amor tem que ser sonoro
e, aos poucos, parece construir muros entre nós.
Se te recolhes ou me afastas, tão pouco sei.
A distância ecoa quando nossos corpos se tocam,
como se partes de ti lutassem para permanecer,
enquanto outras vagueiam no caos, ao longe.
Onde habito em meio ao teu tormento?
Sou tua calmaria ou o tumulto do teu ser?
E, nas sombras, desejo ser teu acalento.
Se sabes esse amor receber
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